terça-feira, 14 de janeiro de 2025

Mitos sobre o Presidente (CEO) - Parte 2

Continuando a sequencia de posts inspirado na publicação da Fast Company

"The 3 most common leadership myths

Leadership experts analyzed the performance of every 21st-century CEO of every S&P 500 company and found three common leadership myths." 

No de hoje: O mito do líder totalmente formado

"Mesmo os líderes mais fortes, que alcançaram mandatos bem-sucedidos e longos como CEO, não começaram o trabalho como as forças da natureza totalmente formadas descritas na mitologia predominante.

Simplesmente não é o caso de líderes bem-sucedidos nascerem com todos os traços de liderança necessários. Muitos têm sérios déficits que trabalharam duro para corrigir uma vez em uma função de liderança. Então, mesmo depois de navegar com sucesso pelos desafios intensos dos primeiros anos, eles tiveram que continuar a se submeter a difíceis processos de crescimento.



Não ouvimos com frequência sobre como aqueles que finalmente tiveram sucesso lutaram em seus primeiros anos e depois novamente mais tarde em sua gestão. Os primeiros anos de uma função de liderança, após os primeiros noventa dias, podem ser difíceis. E há desafios particularmente difíceis que ocorrem nos anos intermediários da gestão de um líder, que exigem que eles reacendam sua paixão ou se envolvam em reinvenção pessoal.

Entender como os líderes têm sucesso requer entender como os desafios da função evoluem e como os líderes que prosperam se adaptam para enfrentá-los." 

O que eu vejo hoje: a pessoa acredita que se sobreviveu até agora, passou na seleção natural, então está preparada para o próximo ciclo. Isto não corresponde à verdade, em muitos casos.

Olhando para duas dimensões: a abrangência (entenda-se diversidade de temas) e a profundidade da formação do líder, não é muito difícil entender que a jornada de cada executivo passa por alguns mas não todos os desafios que virão ainda pela frente.

Por essas e por outras, é sempre importante o investimento na capacidade do líder. Seja em treinamento, seja em receber apoio de um mentor. Ninguém está preparado para tudo. 

 



quinta-feira, 9 de janeiro de 2025

Mitos sobre o CEO (ou Presidente da empresa) - Parte 1

 Vou compartilhar aqui minha visão sobre vários mitos que existem sobre CEO's ou Diretor Geral, presidente da empresa. Não estou muito preocupado com o título mas sim o fato de ser o executivo numero um. O topo da pirâmide.

Baseio-me num artigo da Fast Company, cujo link colocarei ao final de ste artigo. 

O primeiro deles: O mito do líder onipotente

    'Nas descrições falhas vemos a noção de que os CEOs têm sucesso porque são os raros líderes que “têm o que é necessário”. Em nosso próprio trabalho ajudando CEOs a desenvolverem suas habilidades e se engajarem no crescimento pessoal, vimos o quanto essa percepção de onipotência é equivocada. Como lamenta Jeffrey Sonnenfeld, fundador do Chief Executive Leadership Institute e especialista em liderança corporativa: “Os CEOs são venerados como estrelas do rock, quase deificados.” Muitas vezes, eles são retratados como salvadores corporativos altamente carismáticos que chegam com uma visão estratégica sobre-humana e uma confiança inabalável, realizando milagres imediatos. Alternativamente, são demonizados como vilões gananciosos, sacrificando impiedosamente os empregos dos trabalhadores para garantir seus salários exorbitantes, ou até mesmo como conspiradores para destruir o planeta.

É mais do que hora de tirar os líderes de seus pedestais e ajustar nossas expectativas.

Uma razão pela qual o mito do herói se enraizou tão firmemente é que a cobertura da mídia sobre CEOs foca intensamente em momentos dramáticos específicos de sua trajetória. Um CEO pode ganhar destaque quando é nomeado, como foi o caso de Mary Barra ao se tornar chefe da General Motors e a primeira mulher a liderar uma grande montadora nos EUA. Além disso, a cobertura geralmente se concentra em um pequeno grupo de CEOs que alcançam um status de celebridade virtual.

Mesmo para esses líderes mais cobertos pela mídia, ouvimos muito pouco sobre os muitos outros desafios que enfrentam, incluindo o trabalho árduo e constante de executar uma estratégia de longo prazo. Essa abordagem reforça o mito da onipotência. Essa perspectiva muitas vezes ignora os anos de análise detalhada e testes realizados antes de um grande produto chegar ao mercado; em vez disso, as vitórias são frequentemente apresentadas como se tivessem surgido de um momento de inspiração brilhante do CEO. O que resta são instantâneos desconexos, semelhantes.''



Em nosso histórico brasileiro, quantos líderes são venerados, para descobrirmos depois que suas falhas e vícios foram encobertos por uma série de mentiras? Que seu superpoder foi criado por uma veia folclórica empresarial?

Sem citar nomes, temos CEO's de um grupo de empresas ligadas a energia e mineração com ativos que foram superestimados, outros de grande varejistas, de banco, automotiva franco-niponica, etc. Pareciam fantásticos! Tinham super-poderes mesmo? Ou uma história super bem articulada para assim parecer?

Depois alguns de sucesso verdadeiro - mas que nao sabemos o quanto foi dura a quebradeira de pedra diaria, quantos milhares de pequenas decisoes monotonas e que foram de pessoas diferentes dos CEO's que levaram a empresa ao sucesso, e por aí vai.


Aqui a semente da Fast Company - link

terça-feira, 7 de janeiro de 2025

A falha da empresa e a falha do presidente ou CEO: motivos

São duas avenidas diferentes, geralmente desembocam no mesmo lugar, que é a perda total de valor, falência, e um lugar de onde não se recuperam. Existe um artigo notório e um livro de mesmo título da Harvard Business Review: Why Start-ups Fail It’s not always the horse or the jockey. by Tom Eisenmann From the Magazine (May–June 2021).
O livro e o artigo concluem mais ou menos assim: 
O fracasso também afeta a economia e a sociedade. Um empreendimento condenado amarra recursos que poderiam ser melhor aproveitados. E atua como um impedimento para possíveis empreendedores que são mais avessos a riscos, têm obrigações financeiras que dificultam abrir mão de um salário ou enfrentam barreiras ao levantar capital — ou seja, muitas mulheres e minorias. Com certeza, o fracasso sempre será (e deve) ser uma realidade para muitos empreendedores. Fazer algo novo com recursos limitados é inerentemente arriscado. 


 E que fracassos são evitáveis, portanto, podemos reduzir seu número e frequência.

 Mas quem diz que o fundador ou seu CEO sabe admitir que vai falir e pede ajuda antes de ser tarde demais? 

 A maioria não pede, e jamais admite. (Para quem quiser ler, procure o link ao final deste artigo.)
Vamos agora falar sobre o jóquei (o CEO), uma vez que falamos do cavalo (startup). Nem toda empresa que quebra é start-up, e vice-versa. 

 Os CEOs podem falhar por vários motivos, mas os principais são:
  1. Desempenho ruim, por ser incapaz de responder a mudanças na economia, concorrência ou demandas dos clientes. 
  2. Perfeccionismo em acertar os pequenos detalhes, mas perder a visão do panorama geral. 
  3. Ânsia de agradar: os CEOs podem tentar ganhar popularidade em vez de liderar. e um dos meus prediletos: 
  4. Arrogância. Geralmente chegaram aqui porque acertaram muitas decisões, então os CEOs acreditam que estão certos e todos os outros estão errados.

Há outros motivos, e poderíamos preencher mais cinco páginas, mas o objetivo é dizer que: 
         EXISTE remédio. Procure um coach executivo QUE JÁ ESTEVE LÁ, que tem o conhecimento e o método comprovado para te ajudar a sair do outro lado. Use um CEO Sparring (link abaixo) 

Cerca de 66% dos CEO's não estão preparados para o desafio que enfrentam (2/3 segundo pesquisas), portanto deixe a vergonha e o EGO de lado, e vá ser feliz tendo sucesso. 
Não precisa contar para os amigos que você tem um coach. 
Fique com o mérito todo para você. 
 M.A.Rittner 
Janeiro de 2025. 


 PS: O mandato médio dos CEOs nas principais empresas está se tornando mais curto. A incerteza econômica e a rápida adoção de novas tecnologias podem estar contribuindo para isso 

 Links:

sexta-feira, 27 de outubro de 2023

 Na entrevista para o podcast "Two Steps Ahead"

(Foi ao ar 24/10/2023)


Marcos Rittner, conforme apresentado pelo ancora do Podcast, Alexandre Faustino, fundador de empresas que ajudam empresários a garantirem a existência e longevidade dos seus negócios familiares por muito tempo.

O Marcos é graduado pelo ITA e com especializações e MBA no IBMEC. Ele tem como propósito construir um Brasil melhor salvando uma empresa de cada vez, preservando empregos, negócios e apoiando a atividade econômica do país. Com mais de 30 anos de muita experiência profissional, com passagens marcantes pela Motorola, IBM, Oracle e ABB no Brasil, além da Google no Vale do Silício, o Marcos Rittner decidiu se tornar empresário, empreendedor, consultor de gestão empresarial.

Ele já realizou diversos projetos, desde o treinamento para vendedores, fusões e aquisições, o chamado M&A, análise e solução para crises, através de metodologia própria. O Marcos é incansável e quer apoiar empresas a embarcarem na jornada do capital positivo, garantindo a longevidade no mercado.

Autor dos livros de negócios “A Corda” e “Empreendendo – Um guia rápido para cotistas, empreendedores, herdeiros e conselheiros consultivos”.


Os sinais de alerta mencionados por Marcos Rittner em seu livro “A Corda” podem indicar que a empresa está enfrentando dificuldades, mas é importante avaliar cada situação de forma individualizada. A rotatividade de funcionários e a perda de talentos, por exemplo, podem indicar insatisfação com a empresa ou falta de oportunidades de crescimento. E claro: Queda nas vendas / Problemas financeiros /. Redução de lucros: Se a empresa está gerando menos lucro em comparação com períodos anteriores ou com outras empresas do mesmo setor, isso pode ser um indicativo de uma possível crise. / Alta rotatividade de funcionários / Problemas de gestão:/ Perda de clientes ou insatisfação / Problemas legais ou regulatórios

quinta-feira, 28 de setembro de 2023

Gostaria de convidar todos a participarem gratuitamente do nosso fórum de discussão exclusivo. Este ambiente foi criado especialmente para oferecer um espaço de troca de ideias e experiências sobre os temas de vendas, gestão e recuperação de empresas.

No fórum, você terá a oportunidade de compartilhar suas próprias experiências, aprender com os outros membros, fazer perguntas e obter insights valiosos dos melhores profissionais da área. É uma oportunidade única para se conectar com pessoas que compartilham os mesmos interesses e desafios que você. Para participar, basta acessar o link abaixo e criar sua conta gratuitamente:

https://prime.empresadefamilia.com.br/forums/forum/prime-acordaai/

Digo: é uma excelente oportunidade para expandir seus conhecimentos, fazer networking e encontrar soluções para os desafios enfrentados no mundo das vendas, gestão e recuperação de empresas. Portanto, não perca tempo e junte-se a nós agora mesmo!

Lembre-se de convidar outros amigos ou colegas que possam se beneficiar dessa incrível comunidade. Quanto mais pessoas reunirmos, mais rica será a troca de ideias e experiências.

Estou animado para vê-lo participando ativamente do fórum e contribuindo com suas valiosas contribuições. Se você tiver alguma dúvida ou precisar de assistência, fique à vontade para responder a este e-mail.

Agradeço imensamente pelo seu apoio contínuo e pelo interesse no livro "A Corda".

quinta-feira, 26 de agosto de 2021

Sempre diagnosticar a maturidade da Gestao e da Governança da Empresa

"As empresas nascem, se desenvolvem, crescem, amadurecem e eventualmente podem perder boa parte ou todo seu valor, e ficar irrelevante!"

Para determinar se alguma coisa é boa ou inadequada, o homem criou sistemas de pesos e medidas, depois criou modelos. Para comparar coisas mais complexas, multidimensionais, de maneira qualitativa, temos escalas.

Temos escalas criadas para se avaliar a maturidade de um processo, e também temos escalas para se medir a qualidade e maturidade da governança e da gestão de uma empresa.

São duas coisas diferentes: gestão e governança!

Neste vídeo que compartilhamos, Marcos Rittner fala sobre a maturidade da gestão. Em posts e outro episódio, o autor havia feito a pergunta inicial do vídeo: "o que seria uma boa gestão?"





Depois de assistir, deixe seu comentário e impressões neste blog. Foi útil para voce refletir: 
Como se fazer um diagnóstico?
O que se aplica de maneira diferente para Empresas Familiares? 
Porque diagnosticar a  maturidade da Gestao e da Governança da Empresa?
Quais as fraquezas e possíveis causa de muitos problemas na Empresa Familiar? 

Também sugerimos a consulta ao site do autor: rittner.net.br 

sexta-feira, 20 de agosto de 2021

Ser Atraente para os Investidores

 

Fica como sugestão o video: Fontes de Financiamento

Nele, o colaborador do Instituto Empresa de Familia, Marcos A. Rittner, comenta sobre o que existe de atual: Os investimentos em novos negócios vem aumentando!

"Teremos oportunidades nos próximos anos de fazer coisas incríveis.

Um bom trabalho de captação de capital, com a motivação correta

devera valer a pena viver a vida empreendendo no que se acredita."


Sim, para se recuperar uma empresa é necessário dinheiro. Para aplicar em:


Capital de Giro

Expansão

Recuperar

Comprar para crescer





domingo, 29 de dezembro de 2019

Desejando um Feliz 2020 com uma das melhores de Milton Nascimento.




Eu já estou com o pé nessa estrada
Qualquer dia a gente se vê
Sei que nada será como antes amanhã
Que notícias me dão dos amigos?
Que notícias me dão de você?
Sei que nada será como está, amanhã ou depois de amanhã
Resistindo na boca da noite um gosto de sol
Num domingo qualquer, qualquer hora
Ventania em qualquer direção
Sei que nada será como antes, amanhã
Que notícias me dão dos amigos?
Que notícias me dão de você?
Sei que nada será como está, amanhã ou depois de amanhã
Resistindo na boca da noite um gosto de sol



terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Construindo a maturidade na gestão da empresa


Muitas vezes o ponto que nos preocupa, quando chegamos para avaliar uma empresa e fazer um bom diagnóstico, é a maturidade de gestão. Não confundir isto com maturidade da pessoa, do dono ou do profissional. Maturidade de gestão é outra coisa. Pense um pouco no que cada coisa abaixo representa.

Maturidade de um profissional
 (o que isto te traz à mente ?)

Parece muito obvio. 

Maturidade de um processo
 (o que este outro conceito  te traz à mente?)

Menos obvio. Consistência e produção de resultados previsíveis.


Maturidade da gestão é ...

Independente da idade dos profissionais
Independente da maturidade do produto ou serviço
Independente da idade da empresa
Independente do ciclo de vida da empresa

O que se quer saber é se há processos identificados, com donos, documentados, seguidos, integrados e automatizados, com mecanismos de controle. Dependendo de quanto isto funciona bem, temos diferentes graus na escala de maturidade de gestão. Podemos dar uma nota de 1 a 10 nesse quesito.

A empresa é um relógio suiço ou há gritos de socorro por todos os lados, quando geralmente aparece alguém para salvar o dia? Um dos pontos críticos na percepção de Risco da empresa é se ela conta com um ou vários super heróis. Seja o dono, o gestor ou funcionários. Pode dar conforto, mas um superherói é um elemento de risco na gestão.

Para levar a empresa para sua melhor versão, é fundamental se diagnosticar onde isto ocorre. Implantar mecanismos de gestão, usando o modelo adequado para o tipo de industria ou serviços prestados pela empresa, sua dispersão geográfica, e principalmente, cultura.
(Não leiam isto de maneira errada. Não é imaturo se vestir de super herói!)



A partir de um Diagnóstico devemos avaliar a viabilidade da recuperação da empresa, se for o caso, ou do seu potencial de crescimento e melhorias, revendo os fundamentos do seu modelo de negócio. Analisar não apenas numeros, balanços, estoques, caixa, mas a maneira como ela é gerida. Além disso, como está distribuido o poder e as responsabilidades, no dominio da Governança Corporativa. Se ignoramos estes aspectos, qualquer trabalho de melhoria, crescimento e captação para a empresa está fadado a caminhos tortuosos.


Sua empresa está operando com as melhores práticas de Gestão? Procure quem possa te entregar metodologias, indicadores e processos que colocam sua empresa no patamar dos melhores “Benchmarks”.
Possuem os sócios uma clara visão em direção a perenidade de seu negócio? Pegue ajuda para Diagnosticar as lacunas de Governança, apresentar um plano estruturado de execução e acompanhar sua implantação.
Ao buscar uma profissionalização da Gestão e da Governança, trabalhe com quem está alinhado e certificado pelo IBGC(*) garantindo um reconhecimento mercadológico imediato.


PS: Como iniciar algo para colocar este conhecimento em pratica?


Recomendamos este video no YouTube: 



Escalas de Maturidade tem um ou mais de um Objetivo:
Como diagnosticar a causa de muitos problemas na Empresa? Como saber em detalhes o que resolver primeiro? As escalas de maturidade da Gestão e da Governança - onde encontrar ferramentas grátis para aplicar na sua empresa para conhecer os focos de atenção para dar mais longevidade ao negocio, reduzindo conflitos.


segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Entrevista do Forum B2B com Marcos Rittner, autor do livro A corda.

Este blog recebeu Marcos Rittner, presidente da V2R, autor do livro A corda. Ele deu uma entrevista ao site FORUM B2B, voltado a conhecimento em Marketing e Vendas nos negócios business-to-business. Veja:

ForumB2B:     Há outros livros sobre o tema, como o seu?
Marcos Rittner:    No formato de storytelling com forte conteúdo de método e técnica, há poucos. Sobre recuperações judiciais e extrajudiciais, você encontra livros técnicos, principalmente de advogados.  Geralmente explicam a lei, o que se pode e o que não se pode fazer. Um pequeno número destes livros visa ensinar, ditando ou sugerindo ao gestor o que fazer. Alguns narram a história de empresa real, complicando-se ou falindo, contada pelo dono. Nestas narrativas, geralmente o leitor acompanha o sofrimento ao qual o dono/gestor da empresa está sendo submetido, em primeira pessoa. Mas estes não falam do método, das técnicas de gestão a escolher e como as aplicar. Meu livro é sobre gestão.


ForumB2B:     Como  você criou os personagens?Foram tirados de sua experiência nas empresas e consultorias?
Marcos Rittner:    Os personagens são fruto da minha mente (risos). Inspirado talvez em experiências com pessoas e empresas reais, obviamente. Ouvido coisas de donos de empresa, presidentes, diretores, empregados, clientes e fornecedores, em trinta anos de carreira. 



ForumB2B:     E o conteudo é técnico?
Marcos Rittner:    As técnicas apresentadas no livro, são reais e escolhidas entre as que mais funcionam, no meu ponto de vista, e dos meus colegas e sócios.
O livro é rico em referências bibliográficas, e a pesquisa foi feita sobre o que existe de melhor. 




 ForumB2B:    Qual ou quais livros te inspiraram para criar “A corda” nesse formato de novela?
Marcos Rittner:   Claro que “A Meta” de Eli Goldratt é um divisor de águas. O criador da Teoria das Restrições fez uma novela com uma fabrica, para explicar o uso de uma teoria muito robusta e matemática, de maneira brilhante. Mas várias idéias para o formato de novela vieram de colegas do ITA.




 ForumB2B:  Você diz que não é escritor. Nunca escreveu livros ou manuais dentro das empresas em que trabalhou?
Marcos Rittner: No período de 2001/06 em que eu estava na IBM dos EUA, criei cursos para capacitar a força de vendas de software, dirigidos a setores da indústria. Em cada setor era preciso elaborar uma grade de aprendizado, para diferentes níveis de conhecimento. Escrevi muito material de treinamento e os entreguei, mas longe de serem trabalhos literários.



ForumB2BE porque o executivo ou consultor resolver escrever um romance?
Marcos Rittner:  Com um primeiro projeto de livro que não publiquei, descobri que temas de administração tornam-se extremamente áridos e ajudam o leitor a cair no sono rapidamente, quando tratados conceitualmente. Dentro de um contexto, de uma história, com emoção, ler e aprender fica muito fácil. Mas sem receitas de bolo que o leitor acha que pode deixar no livro e usar depois.




 ForumB2B:  Você não dá a fórmula do sucesso então? Não dá qual é a saída da crise?
Marcos Rittner:   A primeira dica do sucesso é que a saída não é uma coisa, uma solução mágica que vai recuperar a empresa. São várias coisas bem feitas que somadas podem reverter a crise. É um trabalho diário, com disciplina e suor e fé, pois pode demorar. Ficar atento às cordas à sua volta. Uma pode ir para o seu pescoço. Ou não. Essa é a mensagem.

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Storytelling na aventura de recuperar uma empresa

O BLOG Recupera Empresa recomenda os interessados em conhecer outras esperiências sobre Recuperação de Empresas, a conhecer o blog do livro de um novo autor no tema. Lá serão divulgados os locais de palestras sobre o livro, as entrevistas, opinioes dos leitores, comentários,  datas e cidades visitadas:
http://livroacorda.blogspot.com.br/

Pode ser vista a pagina do FACEBOOK com ilustrações e outras notas.

https://www.facebook.com/LivroAcorda/

A QUEM é dirigido o LIVRO e o BLOG:  a donos de empresa passando por uma crise, profissionais no ramo de reverter crises de empresas, a comunidade que se interessa em construir um Brasil melhor salvando empresas, e empregos.
O LIVRO "A CORDA" é uma obra de ficção, fugindo do livro-texto que busca ensinar discutindo puros conceitos e métodos. Todos os personagens são fruto da mente do autor, e não há correspondência alguma com pessoas ou empresas reais. O que é real é a angústia de donos de empresa, presidentes, diretores, empregados, clientes e fornecedores, diante de crises que fazem vítimas todos os dias. Os problemas e desafios enfrentados pelos personagens da estória, são comuns. As técnicas e metodologias apresentadas, para se lidar com estes desafios, são reais e vem do arcabouço estudado e desenvolvido por pesquisadores, professores e executivos.


O livro conta como uma empresa de sucesso, boa reputação e bons produtos, se enveredou por uma crise que pode agora destruí-la. Funcionários e executivos interagem com consultores e empresas externas, na trama que envolve sócios, engenheiros, recepcionistas, contadores, o presidente. 

Os personagens, as empresas e seus mercados vão sendo apresentados enquanto a vida da empresa corre perigo. Aos poucos, são introduzidos ou explicados conhecimentos técnicos, métodos de outros autores, escolas ou empresas, e quando isto acontecer, referência para leitura estará no diálogo, na narrativa ou em notas de rodapé. Tudo o mais é de criação e propriedade intelectual do autor, como, por exemplo, os “10P’s” utilizado durante o “Diagnóstico”. 

Com personagens fictícios e alguns fatos reais da cidade de São Paulo, é pintado o pano de fundo, o palco aonde vai se desenrolar a trama. Através dos problemas específicos de cada personagem, o leitor pode compor a totalidade de forças que se abate sobre a empresa em crise. Os relacionamentos também vão mostrar os sintomas de crises.

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Objetivo: uma empresa mais saudável

Harmonize seu espírito, mente e coração e viva uma empresa mais saudável.
Você já parou pra pensar que sua empresa pode ser comparada a um ser humano? Pense por um instante nessa hipótese. Homens e empresas têm necessidades de energia e recursos semelhantes: oxigênio, combustível, alimento, abrigo, água.



Também vivem relacionamentos e expectativas: 
  • familiares, sociais; 
  • clientes, fornecedores; 
  • empregados, gestores, sociedade; 
  • crises, crescimento e desafios.
Nos damos conta então que ambos passam não só por questões estruturais, mas também pelas mentais e emocionais. Há também as crenças, as impregnações e os aspectos energéticos. Para o homem é crescente a necessidade de entender seu papel pessoal e social, e de buscar uma religação com a sua espiritualidade. 

Na empresa encontramos elos fortes e fracos entre os diversos segmentos, cada qual vibrando no seu campo de atuação, seu espaço de influência, sua visão de futuro, seus valores, sua busca pela sobrevivência e por resultados.
Se as empresas são formadas e comandadas por seres humanos e de certo modo, reproduzem essa estrutura de organização humana, é razoável concluirmos que tudo tem que funcionar sincronicamente para manter a empresa respirando, viva e saudável.
Neste novo milênio, o homem volta-se cada vez mais para perceber-se como um ser composto de partes que se inter-relacionam e interdependem, e passa olhar e a buscar mais para si, um cuidado integral, seja através da medicina tradicional ou de variadas técnicas energéticas e holísticas.


O desafio agora é buscar a saúde, força, qualidade e vitalidade para empresa. Se processos, técnicas e recursos convencionais, já não são suficientes para superar desafios, desequilíbrios e ameaças, é preciso integrar o homem que está na empresa.
Como abordar esses desafios?
Olhar atentamente para nossa empresa viva, e perceber:
  •  quais as potencialidades criativas estão esperando para emergir; 
  • quais os fluxos e processos estão bloqueados nas relações da empresa com seus players e que impedem o seu desenvolvimento.
Observar sem julgamentos se sua empresa está realmente a serviço do cliente ou apenas a serviço de um indivíduo ou de um pequeno grupo de indivíduos.
Ver se alguns padrões erráticos se repetem constantemente dentro empresa e eles podem impedir seu crescimento.

Se o homem medita e se espiritualiza para buscar, paz, saúde e insights porque não podemos buscar ferramentas para trazer resultados semelhantes para a empresa?

Espírito, mente e coração tem que estar alinhados vibrando em sintonia.

Pense nisso.

(Autor: Evandro J.P. Varella)

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Os Seis Focos da Crise de Performance Empresarial



Inspirado por um artigo da Simone Dragone no LinkedIn, proponho aqui algumas reflexões aos executivos e sócios de empresas em dificuldades, ainda que limitadas ou “temporárias”.

1)    A crise começa escondida, mas é perigosa como um câncer: à parte crises sistêmicas como o estouro da bolha imobiliária nos EUA em 2008, mas no contexto de nossas organizações, o executivo não chega no escritório um dia e descobre: “ai caramba, estamos em crise!” Ela já estava lá. Começou talvez apenas na perda de um distribuidor que era importante, e se pensa: “Mas temos tantos outros! Vamos reforçar a relação com este ou aquele, e resolvido”; ou talvez com um latente, mas persistente, aumento da taxa de juros no desconto das duplicatas. A diferença no valor absoluto era tão pequena que ninguém se importou em avaliar seu impacto no negócio. E por aí vai. A comparação é triste, mas precisa. É como um câncer. Ninguém amanhece com um câncer maligno, já em metástase. A má formação celular é microscópica e esparsa. Até que se acumula em um ponto de nosso organismo. Até aí é denominado “benigno”. Possível de identificar com exames frequentes, mas que infelizmente, como nas empresas, “o importante é viver o dia, não estou sentindo nada!” Aí a colônia começa a crescer e passa a se multiplicar. Ops, passou a ser maligno, começa a incomodar o organismo. Faz-se os exames e lamentavelmente quase sempre o fim é o resultado.

2)    Como ela apareceu “de repente”? Não, ela não apareceu “de repente”. Como vimos acima, ela já estava lá. E mantendo o paralelo clínico, células malformadas instalam-se em diversas partes do organismo. Muitas vezes alguns órgãos são saudáveis o suficiente para eliminá-las ou até conviver com elas. Na empresa isso pode se manifestar por exemplo em Vendas (performance de produtos, de canais, etc), no estoque de matéria-prima, em Compras, Caixa, etc. Como se cada departamento ou função da empresa fosse um órgão de nosso corpo. E como num organismo vivo, a saúde das empresas pode e deve ser monitorada todo o tempo. Você tem seu “Painel de Controle”? Você acompanha a DRE e o Balanço Patrimonial todos os meses? Você não cuida de sua saúde com a frequência adequada? A frequência corporativa é mensal! Para alguns “órgãos”, diário!

3)    Falta de Planejamento e/ou de Controle: O planejamento foi apurado? Realista? Utilizamos ferramentas consagradas como SWOT, levantamos benchmarks, consideramos o ambiente macroeconômico com um viés mais otimista que realista? Nem sempre é ruim ser otimista, mas é importante executar com os pés no chão e com foco. Aqui entra o aspecto de controle. Estamos comparando o realizado com o planejado? Estamos testando as premissas “externas” (SWOT, benchmarking, ambiente macro) mensalmente? Ou ninguém lembra mais os pilares que sustentaram o planejamento, e vamos “matar um boi por dia“ ou pior, “vender o almoço para comprar o jantar“?

4)    (Falta de) Visão Estratégica: muitos executivos e gestores quando escutam esta importante atividade a associam com futurologia, “papo para vender consultoria“, etc... Mas Visão e Planejamento Estratégico são ferramentas de gestão como outra qualquer. Qual o objetivo social de nossa empresa? Qual a missão e visão? O que estamos entregando está alinhado com estes três pilares? Estes três pilares são pétreos? Talvez não, mas devem permear o dia a dia da empresa. Um correto planejamento estratégico e a condução do negócio com base neles permite rapidamente identificar “que algo está errado”, além de ser a ferramenta que nos permite perceber as oportunidades de negócios que cruzam a nossa porta diariamente. Para onde nossa empresa vai? O que ela vai ser quando crescer?

5)    O Curto Prazo versus o Longo Prazo: No ambiente econômico neoliberal que vivemos, Curto Prazo é Rei. Isso não quer dizer que fundamentos de longo prazo devam ser prejudicados sistematicamente em benefício de uma demonstração de resultados no curto prazo. Mas como em nossas vidas, melhor curtir agora que perder a oportunidade, certo? Depende! Tanto na vida como na empresa, a pergunta a ser respondida é: Estou correndo cem metros rasos ou uma maratona? Na música do Lobão, “...melhor viver dez anos a mil do que mil anos a dez...”. Esta é a opinião do sofrido personagem da canção. Mas empresas devem persistir no tempo. Portanto, busque resultados de impacto no curto prazo, mas não sacrifique nem acoberte o longo prazo.

6)     Você tem os Indicadores chaves para seu painel de controle? Uma empresa em Crise com certeza vem apontando queda nos lucros, aumento de custos, piora em índices de liquidez, todos implicando em perda de patrimônio líquido. Estes e tantos outros indicadores estão à mão de qualquer gestor responsável. Como mencionei acima, balancetes e DRE mensais são fundamentais. Mas cada negócio tem suas peculiaridades, e, portanto, o Painel de Controle deve ser montado para o seu negócio. Quando liderei uma recuperação de performance na TIM Nordeste ao longo de 2001 (a empresa é pública, os dados disponíveis a quem interessar), levando seu EBITDA de pouco mais de 14% para mais de 44% em menos de um ano. Nessa empreitada eu “pilotava” a operação com um Painel de Controle com apenas 6 “ponteiros” (indicadores)! Quase três mil funcionários, seis estados com seis indicadores, e só! Assim conseguíamos manter o foco e buscar o resultado. Aqui o segredo é buscar a quantidade mínima de indicadores que influenciem toda a operação e seus gestores. Quantos indicadores tem teu painel de controle? Não tem um para chamar de seu? Vixe!

Consultorias de performance podem e devem ser chamadas a ajudar neste processo. A dica é antecipar à doença. E na doença, não se automedicar. Peça ajuda. Como o nosso corpo precisa, uma empresa doente precisa de um médico. Agende um check-up com o seu, antes que uma anomalia se transforme em doença e se espalhe de forma incontrolável e irrecuperável.


Helder de Azevedo é colaborador do blog em temas de M&A’s, Sucessão, Estratégia e Turnaround Management.



Construiu carreira em empresas nacionais, multinacionais, grandes e pequenas, até start-ups, desenvolvendo amplo espectro de habilidades de Finanças a Tecnologia, Vendas e Implementação. Certificado pelo IBGC (Melhores Práticas em Governança Corporativa). Conhecimentos desde Start-ups a TurnAround Management. Traz consigo um poderoso portfolio de relacionamentos no ambiente high-tech da América Latina e EEUU. Construtor de consensos e confiança em todos os níveis, da linha de frente ao Board.

terça-feira, 19 de julho de 2016

Saiba como se faz um projeto de Recuperação de Performance

Algumas consultorias, e não são muitas, realizam projetos de Recuperação de Performance para empresas em crise. No inicio de agosto, um grupo realiza Seminário em parceria com advogados e investidores com fundos de fomento. O evento é aberto. O ingresso é 1kg de alimento ou 1 brinquedo, que será doado ao Centro Madre Teodora. 19h em Itu, no SINCOMERCIO, Rua Maestro Jose Victorio 137. Pode conter informações de interesse para o seu projeto de virada em 2016. (inscrever-se com  gexperience@colorspublicidade.com.br)

sexta-feira, 15 de julho de 2016

Uma empresa se recupera com ingredientes especiais

É normal se passar por crises provocadas por falta de L...(achou que seria falta de liquidez, certo? mas não é.) ... LUCRO.
O que geralmente quebra o negócio. A falta de liquidez vem como sintoma. E gera stress na operação que leva à crise.

Uma empresa se recupera de uma crise e cresce com PESSOAS, PRODUTOS, PROCESSOS e INFORMAÇÃO corretas.

Uma consultoria externa que se preze não cria dependência do cliente, mas a ajuda a passar por esse momento de declinio, normal no ciclo de vida das empresas. Muitas delas sofrem na crise, e caso não tenham lideres que saibam como enfrentá-las, podem ter sequelas graves, nunca mais retomar o crescimento, ou mesmo desaparecer. Nessa jornada para evitar o pior, algumas ferramentas de gestão são vitais. E além disso, é fundamental a conexão do modelo operacional com o modelo financeiro.

Outro ingrediente importante é liquidez. Nenhuma empresa cresce ou se recupera sem caixa. Quais os instrumentos financeiros disponiveis através de FUNDOS específicos que podem ajudar empresas a enfrentar e reverter crises? Como usar os recursos de maneira inteligente? O quanto pedir e quando? O que facilita e o que dificulta o crédito?

Advogados: além da responsabilidade administrativa, há outros temperos que se somam aos ingredientes anteriores. Pode ser necessário se separar ativos e operações, sócios e investidores ocasionais, onde para isso existem instrumentos judiciais necessários à proteçao do patrimonio dos donos e que permitam o financiamento. Apoiam desde uma  alienação fiduciaria, emissao de debentures, e a acolher novos socios com entrada de capital. Vão com a empresa até a opção de Recuperação Judicial, quando esta é a melhor saída.

Conhecimento é fundamental.


(foto do autor: Cornell University, Ithaca, NY. 2010)

segunda-feira, 4 de julho de 2016

Espirros, coriza e os sinais imperceptíveis: a barreira psicológica.





Admitir ou não que uma empresa precisa de ajuda é uma barreira psicológica, que muitas vezes impede a recuperação de um negócio.

Todos nós, em algum momento das nossas vidas, precisamos dar um passo atrás, rever decisões ou buscar amparo em profissionais mais experientes.

É parecido quando espirramos, e em geral não damos muita importância ao fato, acreditando que o espirro é um episódio esporádico com causa externa.

Se o corpo não repetir o espirro, confiamos que está tudo bem. Afinal a mente é assim: superada a consequência, tocamos a vida em frente sem muita preocupação se houve ou não alguma sequela ou se há algo mais grave se avolumando.

Mas se os espirros se intensificam ou surge uma coriza, então entendemos que é hora de tomarmos alguma providência, um antigripal e muitas vezes preferimos acreditar que está tudo bem, afinal confiamos na capacidade do sistema imunológico do nosso corpo.

E sim, realmente, muitas vezes o corpo se recupera superando aquele fato.

Mas, se não dermos importância e deixamos a doença progredir, se instalando de maneira sorrateira até minar nossa resistência? O resultado pode ser muito grave.

Às vezes, superar a inércia e o medo de que algo mais grave esteja acontecendo e perceber que os sintomas são sinais importantes de adoecimento levam um tempo precioso que o corpo não dispõe.

Nessa situação de agravamento, é iminente ir ao médico e buscar ajuda externa e cuidados, sem o que os resultados possam significar a diferença entre a vida e a morte.

Nas empresas não é diferente, muitas vezes os sinais aparecem de maneira quase imperceptível. Pequenos desajustes, erros operacionais, reclamação de cliente, falta de caixa, atrasos nos recebimentos ou mesmo a queda nas vendas ou um pedido de demissão inesperado de algum profissional sem motivo aparente.

Se não damos atenção a esses fatos corriqueiros, podemos, sem perceber, deixar que a “doença” vá se instalando de maneira gradativa até um ponto em que já seja difícil o “corpo/empresa” se recuperar por sua própria biologia interna.

A situação pode se agravar se gestores e acionistas levarem muito tempo para começar a perceber esse estágio e iniciar ações de cuidado. Nesses casos, os cuidados internos, embora necessários, podem já não ser suficientes para estimular a recuperação da empresa / corpo adoecido.

Outro fator importantíssimo é a negação dos fatos. O exemplo do paciente, que imagina que o espirro é apenas um fator exógeno, muitas vezes, equivale ao de gestores que, mesmo com dados e sentindo os efeitos do adoecimento da sua empresa, entram num processo de negação da realidade e atribuem os reveses apenas a fatores externos, por exemplo , a crise, a situação econômica do país, a falta de incentivos ou mesmo o momento político atual.

A depender do tempo que se leva para entender e superar essa barreira psicológica de admitir sua própria responsabilidade,  perdem-se as oportunidades de uma ação efetiva que poderia salvar o negócio de um destino fatídico.

Mas sabemos que a natureza humana tem essas contradições, então o que pode ser feito quando o corpo/empresa já adoecido não encontra meios e alternativas próprias para se recuperar?

Ora, o mesmo que fazemos quando percebemos que é hora de ir ao médico.

Hoje já há no mercado brasileiro, empresas especializadas na gestão e recuperação de empresas adoecidas.

São capazes, através de um diagnóstico preciso e com instrumentos modernos, avaliar quais intervenções são fundamentais à sobrevivência da empresa.

Profissionais sérios serão capazes de pontuar medidas e intervenções cirurgicamente calculadas para recuperação da organização. Isso porque eles verão o negócio com um olhar externo, ético e isento e sem os envolvimentos emocionais que permeiam e dificultam a tomada decisões dos gestores e acionistas.

Mas há que se ter consciência, pois, assim como num paciente que já chega em estado de doença avançado, as intervenções poderão não gerar os  resultados desejados, mas ao avaliar os riscos e benefícios, mas há que se ter coragem e humildade  para pedir ajuda, pois essa pode ser uma alternativa para aumentar as chances de sobrevivência.

Mas há como prevenir a doença?

a)    Atualize-se, procure conhecer ferramentas e aprofundar conhecimentos em cursos de atualização e ou extensão.
b)    Periodicamente contrate auxílio externo, isso ajuda no aperfeiçoamento de processos e ajuda a você ter uma visão de fora da sua empresa;
c)    Tenha um olhar atento sobre fatos e exceções nos processos diários e avalie constantemente os riscos que essas anomalias podem causar;
d)    Ao perceber que essas disfunções podem ser sinais de que algum desajuste maior, reúna sua equipe e discuta alternativas e soluções;
e)    Redobre a atenção sobre o feedback dos seus clientes e funcionários;
f)    Aja rapidamente em caso de necessidade;
g)    Admita que sua competência possa não ser suficiente para consertar as coisas;
h)    Tenha coragem e humildade para pedir ajuda.





(contribuição de Evandro J.P.Varella)

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Recuperar ou fazer Turnaround se limita a aspectos financeiros?

Turnaround

Turnaround (tradução literal: "dar a volta") é um termo quando  as empresas "dão a volta" em situação de crise, estagnação ou declínio com o objetivo de recuperação e êxito. As medidas são estratégicas e operacionais e podem envolver integração vertical ou horizontal; alianças estratégicas. Cabe ao  gestor do plano de turnaround torná-lo viável para a organização no momento, ou antes, de uma crise. E este é um processo complexo e arriscado, que exige soluções e percursos idiossincráticos porque se leva em conta as condições culturais, financeiras e tecnológicas da organização e do contexto ambiental em que está in serida.
Em várias situações pré-crise, é provável que os gestores consigam perceber essas necessidades e intuir os caminhos a seguir, escapando da crise. Em outras, a força da crise é tal que impede a ação. Da mesma maneira que em certas situações, nem 100% da força do freio aplicada consegue impedir uma colisão entre veículos.

Portanto, acreditamos no desenho da intervenção na empresa que contenha um capítulo de destaque dedicado aos impactos em Vendas e Marketing. E não acreditamos no ataque isolado aos desafios em finanças, manufatura, produto, compras, ou alta gestão, tampouco. Portanto discutiremos as iniciativas em Vendas e Marketing e seus impactos ou interações com os outros departamentos, e no resultado final da empresa.

O escopo de um esforço de Turnaround.

Recuperação de Empresas, ou Turnaround Management, é um processo que trata de reverter os efeitos da crise antes que esta traga  consequências irreversíveis.
São muitas as variáveis que precisam ser administradas para a reversão de uma crise empresarial, todas de forma sincronizada e a serem executadas com qualidade técnica:

- financeiras: a necessidade de conseguir recursos que permitam a continuidade da operação
- comerciais: a necessidade de reorganizar a atuação da empresa no mercado
- operacionais: a revisão dos processos produtivos e logísticos para otimizar os recursos
- tecnológicas: a utilização de sistemas que permitam melhorar a disponibilidade das informações, a reengenharia de produtos ou serviços, os investimentos em soluções que possam reduzir custos e melhorar a atuação da empresa.

Muitas vezes a situação geral da empresa não requer um trabalho completo de Turnaround em todas essas areas, mas há uma série de indicadores que levam os acionistas ou diretores a concluirem que algo não vai bem, pois percebem que a linha de cima, as receitas, estão diminuindo, estagnadas há tempos enquanto todo setor cresce. Ou que o Lucro Operacional gerado é insuficiente para cobrir os custos de financiamento da operação.

No Diagnostico, Analise e Desenho da Intervenção a ser proposta para a empresa cliente 'X', queremos sempre ter a certeza de tudo esta sendo feito seguindo o protocolo de boas praticas de gerenciamento de projetos e riscos. Nosso propósito, quando engajamos com clientes, é ser o guia do processo –  provavelmente diagnosticaremos que uma intervenção com o foco principal em Vendas seja necessária, e uma vez determinada qual a dimensão a se atacar primeiro e o que fazer, em conjunto com as atividades de aperfeiçoamento do controle financeiro e operacional. Já fizemos dezenas de Turnaround focando apenas em aspectos econômico-financeiros, mas o que vai solidificar a recuperação de muitas empresas vai ser a resolução da área de vendas de uma empresa.

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Capital de giro significa capital de trabalho

No post anterior, falamos um pouco sobre Capital de Giro. Mas agora vamos falar sobre o como ele é usado para financiar a continuidade das operações da empresa, seja para compor o estoque de matéria prima ou produtos para vender,  ou para despesas operacionais. Capital de giro significa capital usado no dia-a-dia, de trabalho, ou seja, o capital necessário para financiar a continuidade das operações da empresa.

O que gera a Necessidade de Capital de Giro (NCG)?


  1. O financiamento aos clientes (nas vendas a prazo);
  2. Para manter estoques;
  3. Para pagamento aos fornecedores (compras de matéria-prima ou mercadorias de revenda);
  4. Pagamento de impostos, salários e demais custos e despesas operacionais.

O capital de giro está relacionado com todas as contas financeiras que giram a empresa.

O que aumenta a Nessessidade de Capital de Giro?


  • O volume de compras à vista;
  • O volume de vendas à prazo;
  • O volume de vendas em si (mesmo que voce compre e venda à vista e receba no mesmo dia, precisa ter o dinheiro para comprar primeiro)

Note que toda empresa que vende a prazo precisa de recursos para financiar seus clientes, e quanto mais vende e quanto maior o prazo, maior sua NCG. Muitos empresários às vezes pensam que quando passarem a vender mais, terão mais dinheiro, e não se preocuparão com a NCG. Ledo engano! Esse é um dos motivos mais frequentes para o endividamento e declínio de empresas, o aumento de vendas à prazo sem o correspondente plano para captar Capital de Giro a custos compatíveis!

Sim, a empresa pode descontar duplicatas e antecipar recebíveis, mas precisa levar em conta a perda de margem bruta decorrente, e refazer sua equação econômica, se já não o fez.



Como buscar o equilíbrio?

Quando a empresa consegue negociar uma compra a prazo (matéria-prima ou mercadorias) significa que os fornecedores financiam parte ou todo o estoque;
Quando a empresa consegue prazos para pagar as despesas (impostos, energia, salários e outros gastos) significa que parte ou o total dessas despesas é financiada pelos fornecedores de serviços.


Sente com seu contador ou gerente financeiro e entenda as situações acima. Antes de crescer ou pegar aquele grande contrato de venda a um cliente que demanda mais prazo, analise de que contas a empresa obtém recursos para financiar o capital de giro.

Capital de giro não quer dizer o que está disponível no seu caixa; é aquele que está "indisponível", justamente por estar "investido" em várias contas. E pode ser um problema, se você não sabe sua origem e destino.

Bons negócios!